Prof. Fátima

Memórias de uma Professora ( meus Alunos são Educados)

Homenagem aos Professores colegas de profissão e meus estimados Mestres ao longo da minha tragetória acadêmica...

Professor (S.M) – 08/12/2020

É guia, é as vezes conselheiro e amigo, é que incentiva a gente a pensar antes de falar. É quem É quem precisa da paciência pra se manter num país que tanto desvaloriza o seu saber.precisa da paciência pra se manter num país que tanto desvaloriza o seu saber. É o melhor amigo da educação. É um dos pilares de uma boa sociedade. É quem canta até funk pra gente entender a matéria. É quem sabe que não sabe tudo. É aqui que tem em comum o engenheiro, o médico, o advogado, o músico e o escritor. E não à toa, é sinônimo de mestre. É quem pode mudar o mundo!

(JOÃO DOEDERLEIN) – RETIRADO DO SITE (WATTS) PROFESSORES SONHADORES.

Professores do Brasil

“Oh bendito o que semeia
Livros… livros a mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.
CASTRO ALVES (in O livro e a América)

“A educação deve ser um despertar para a filosofia, para a literatura, para a música, para as artes. É isso que preenche a vida. Esse é o seu verdadeiro papel.”
EDGAR MORIN

“O poder da Geografia é dado pela sua capacidade de entender a realidade em que vivemos.”
MÍLTON SANTOS

Poesia Ser Professor

Ser professor é sonhar, sentir, acreditar.
Realizar, construir, concretizar.
Sofrer, chorar, sorrir, errar, acertar.
Agir e humanizar.
Refletir, pensar, doar, repartir e apaixonar.
Possibilitar e criar.
Ser, plantar, regar e colher.
Interagir, tropeçar, cair, levantar.
Ensinar e aprender, a exercer a cidadania.
Estudar, ler, lutar, vencer.
Poetizar e imortalizar.
E acima e além de todos os verbos, é amar!
PROFESSORA LEODIMERI ZILLI

Dia do Geógrafo - Geografia – 29/05/2020

Geografia é onde o rio está.
Onde o município está.
É para onde vem o sol.
É para onde vai o sol.
Este rio para onde vai?
Geografia é a divisão das águas.
É igarapé, igarapó, lago, açude, mar.
É a medição da terra, a demarcação.
É fotografia, desenho, cor, é um mapa.
Geografia é mato, floresta, cipó, meriri.
É um estudo para descobrir o tempo.
Sol, quentura, verão, friagem, vento, inverno.
É chuva, nuvem, casa, gente, relâmpago, trovão.
É peixe, folha, lua, estrela, é a energia da floresta.
Dos animais: da paca, tatu, macaco-prego, onça, veado, jacaré, jabuti, capivara, capelão, tamanduá-bandeira.
Geografia é o homem que transforma muitas coisas:
A mata numa cidade, a terra num roçado, a floresta em remédio, a madeira em barco, a macaxeira em farinha.
É o seringal, a colocação, a estrada em seringa.
É a economia da borracha, o dinheiro da floresta.
É o índio seringueiro, caçador, pescador, professor.
Geografia é o entendimento da aldeia e do mundo.
Do nosso mundo, e do mundo do branco.
É a cidade, o Brasil, e outros países.
Geografia é a história do mundo.
O mundo é a terra, a aldeia, e o rio.
O rio que cai em um outro rio, que cai num outro rio, que cai no mar.
Geografia é depois do mar.
O mar que aguenta a terra, o homem e sua casa.
Geografia é aquilo que precisamos para viver.
Precisamos da terra para plantar nosso alimento.
Precisamos do rio para viajar de canoa, pescar, banhar, e ter água nas torneiras.
Precisamos da mata, do sol, da lua, das estrelas, das nuvens, e do ar para viver.
É estudando Geografia que podemos saber do tamanho do mundo.
Da nossa terra, nossa riqueza, nossa cultura, do que ainda pertence ao nosso povo, e que o branco não vai tomar mais…
FONTE: indiosonline.net

Oração do professor – O dom de ensinar

Dai-me, Senhor, o dom de ensinar,
Mas, antes de ensinar, Senhor,
Dai-me o dom de aprender.
Aprender a ensinar
Aprender o amor de ensinar.
Que o meu ensinar seja simples,
De aprender sempre.
Que eu persevere mais no aprender do que no ensinar!
Que minha sabedoria ilumine e não apenas brilhe
Que o meu saber não domine ninguém, mas leve à verdade.
Que meus conhecimentos não produzam orgulho,
Que minhas palavras não firam e nem sejam dissimuladas,
Mas animem as faces de quem procura a luz.
Que a minha voz nunca assuste,
Mas seja a pregação da esperança.
Que eu aprenda que quem não me entende
Precisa ainda mais de mim,
E que nunca lhe destine a presunção de ser melhor.
Dai-me, Senhor, também a sabedoria do desaprender,
Para que eu possa trazer o novo, a esperança,
E não ser um perpetuador das desilusões.
Dai-me, Senhor, a sabedoria do aprender
Deixai-me ensinar para distribuir a sabedoria do amor.
(ANTONIO PEDRO SCHLINDWEIN)

Objetivo do livro

Compartilhar as experiências do trabalho de professora, e contar um pouco sobre minha história de vida, muitos docentes com trajetórias semelhante, sendo uma forma de reconhecimento para com os meus companheiros de profissão, estudantes e “mestres”, e todas as escolas que passei em minha jornada. Com a pretensão que esse livro possa contribuir para maior valorização da escola pública – Professores, Funcionários e Estudantes. Lembrando que, quando fazemos nosso trabalho com amor, dedicação e profissionalismo, e tenho percebido que é assim pela maioria dos professores com quem tive e tenho o prazer de trabalhar! Tudo fica leve e melhor para todos os envolvidos. Portanto, é um lindo reconhecimento aos Professores de Escolas Públicas no Brasil, que geralmente sofrem com a falta da Valorização dos profissionais e tantos outros problemas inclusive de recursos financeiros nas instituições, onde esses Professores trabalham com os materiais didáticos que possuem e várias vezes contribuem com valores para melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem. O que observamos é que há grande envolvimento, comprometimento e dedicação entre os professores e alunos, trabalhos que tem o objetivo de contribuir para aprendizagem efetiva dos estudantes, levando em consideração a motivação destes e a participação nas aulas das diferentes disciplinas. Entretanto, sobre a importância das oportunidades em nossas vidas, a escola pública com certeza absoluta é uma das melhores oportunidades que podemos ter, principalmente para as pessoas menos favorecidas, para desenvolver e melhorar a condição de vida e assim desenvolver a cidadania na sociedade onde vive.

Projeto Lar doce Lar; reforma da casa da Mamãe

Já havia conversado com meus irmãos anteriormente, lembro que cinco anos antes de acontecer. Eles que moravam próximos da minha mãe, sempre estavam arrumando o básico, mas, desta vez, disse e percebemos nas últimas visitas no interior, uma média de uma vez ao ano sempre vou visitá-los, que era necessário mais que uma reforma, precisava fazer uma construção nova. E com muitas conversas e planejamento, também orações da família, em três meses, a casa nova estava pronta, faltando somente alguns detalhes, mas ela(Mãe) feliz, conseguiu se mudar. 

Fiquei muito feliz e com gratidão de tudo ter dado certo e ouvir mais de uma vez de minha Mãe, que parecia um sonho que ela estava vivendo e se acostumando, e agradecida. Quando podemos oferecer mais conforto e uma moradia mais bonita a alguém que amamos não tem preço, é só gratidão. Falo aos meus alunos, quando somos jovens, nossos pais fazem por nós, depois quando nos tornamos adultos, nós precisamos fazer para eles, com alegria, amor e gratidão, assim, também posso dizer com experiência de vida, tudo de bom que fazemos volta para nós mesmos. 

 

-Fotos casinha de Mamãe

Capítulo 1.1 – Infância na Colônia

Os campos, os rios, as árvores e animais, são lembranças maravilhosas da minha infância na fazenda.

Explicitando melhor, esta fazenda era na verdade 8 hectares de terras, dos meus amados avós paternos. Poderia dizer um lugar de paisagem linda, com campos para gado, que denominamos potreiro no Rio Grande do Sul, terra boa para plantar (terra de coloração vermelha), onde meus pais, Maria e Darci, plantavam milho, feijão, amendoim, pipoca, batata doce, e outros produtos de sobrevivência, ou seja, produtos para consumo próprio, mas, também havia a maior parte do espaço para plantar a soja, e claro, nas proximidades da casa e benfeitorias, tínhamos uma horta, e sempre meus pais tinham o cuidado para ter as “saladas” ou hortaliças para o consumo da família.

Das lembranças da infância que emocionam, tive uma vida muito simples, mas, não faltou brincadeiras divertidas, pois, tenho um irmão e duas irmãs, além dos amigos, filhos dos vizinhos, entre parentes que moravam próximos, e que renderam companhias inesquecíveis nas brincadeiras de infância. Essas brincadeiras eram sempre muito divertidas, sempre com muito contato com a natureza, como subir em árvores, colher e comer frutas direto do pé, pescar nos rios, pega-pega e esconde-esconde, e a que eu mais gostava era “caçador”. Mesmo tendo poucos brinquedos, era muita criatividade, e passávamos o dia brincando, fora de casa, tomando um lanche, e depois, final da tarde após o banho, entravamos em casa para jantar e com as “galinhas”, assim falamos no interior, íamos dormir.

Mesmo, porque não havia luz elétrica em nossa casa, então não tinha televisão e outros eletrodomésticos, éramos felizes…

Ainda nesse período, na época da escola, durante a semana, ir a pé para a aula mais ou menos 2 km, era rotina, e que saudades da minha primeira escola! Fizeram um prédio novo, era lindo, e aí onde começou o prazer por estudos, e os professores, “verdadeiros mestres”, com poucos materiais didáticos, se esforçavam e conseguiam passar “as ciências” e muito além, reforçavam os valores sociais; fundamental para toda vida. Assim, a vida fica mais tranquila de ser vivida, vivemos mais e melhor… 

Aos sábados, era dia de catequese, com catequistas muito dedicadas e amáveis, assim, não faltava, e para encerrar a semana, aos domingos, era sagrado ir à missa pela manhã. Tudo era feito com muita alegria e entusiasmo. Recordo de meu pai sempre falava: “Domingo é dia de ir à igreja”, mesmo que muitas vezes ele mesmo não ia, mas, nos mandava ir! Filho e neto de descendentes poloneses, muito religiosos, pela história, confirma o que bem sabemos.

Entretanto, atualmente ainda diversas vezes me recordo com saudades, da minha infância, o que mais fiz foi brincar, e tenho certeza! É  o “que” uma criança deve fazer. E vejo a importância da infância para as crianças, pois, levamos essas lembranças e ensinamentos para a vida toda. Estes ensinamentos da família que sãos os valores sociais (respeito, solidariedade, empatia, generosidade, fé, entre tantos) são base para a nossa vida; Educação vem de casa, para que possamos viver em harmonia na sociedade. Aprender que o mais importante é o ser, e não o ter!

Diversas vezes percebemos em nosso cotidiano que estes valores estão se perdendo, por inúmeros motivos as pessoas passam suas responsabilidades para as instituições escolares, e alguns estudantes demoram a entender os valores sociais, e assim, muitas vezes causam transtornos aos colegas e todos na escola, mas, principalmente para eles mesmos.

Desde a minha infância foi transmitido principalmente pelos meus pais, a valorização a educação, e sua importância para a vida pessoal e profissional. 

Ainda das lembranças saudosas da infância, meus padrinhos sempre muito atenciosos e presente em todos os sentidos da minha vida. E ainda, amizades que levamos para toda vida, isso também ocorreu com colegas do ensino fundamental e médio, graduação e pós-graduação e claro, colegas de trabalho nas escolas por aí.

Entretanto, esse contato diário com a natureza na vida do campo ou espaço rural, os animais, as árvores, os campos e rios, contribuíram para desenvolver em mim, grande respeito, e principalmente o sentimento de pertencimento!

Desde então, essa preocupação com o meio ambiente, e a importância das atitudes individuais e coletivas com o cuidado de todos os recursos naturais, além do uso correto, com planejamento ou o próprio consumo consciente.

Capítulo 1.2 – Vinda para a cidade

O ano de 1986, foi um ano muito especial na minha vida, pois, mesmo com apenas 12 anos de idade (penso que tinha muita maturidade), e de certa maneira, mudar para a cidade causava muito medo, algo que hoje sei que é natural/normal.

O primeiro dia na cidade, foi literalmente uma festa! Era no mês de dezembro, e a grande indústria que meu pai havia conseguido um trabalho como operário, proporcionou uma confraternização para os funcionários e seus filhos. Posso dizer que foi uma festa linda, com direito a Papai Noel e presentes, parece que foi na medida certa para atenuar o “terror” que havia na cidade grande.

 E assim, foi nos primeiros dias na cidade, fui morar com minha querida Tia Tere, Tio Henrique e primos, estes que eram menores, e no horário que eu não estava na escola, brincava com as crianças (era como uma babá). 

E depois de dois anos, pelo motivo de mudança da minha Tia para a capital, eu quis continuar na cidadezinha do interior, minha cidade natal. Então, começou minha vida de “trabalhadora” a partir desse momento, pois comecei a trabalhar como babá na casa de uma família, e estudava meio período. 

Nesta fase da minha vida, foi realmente de descobertas, viagens e aprendizados. Sempre escutei as pessoas mais velhas, pois, já viveram e tem maior sabedoria, e assim, geralmente o que é melhor para os jovens. Esse comportamento, facilitou a minha vivencia sempre. Claro que tinha ainda, o positivismo, a fé e o otimismo, o que tornou maior parte de minha trajetória tranquila…

Quando iniciei no ensino médio, como a maioria dos estudantes da minha geração, já iniciava a carreira profissional então, também arrumei um estágio e depois da segunda empresa, trabalhando como estagiária, consegui um trabalho com carteira assinada, é claro que tenho que reconhecer a ajuda da minha Tia Reni que me ajudou, indicando na empresa que ela trabalhava… Neste trabalho, fiquei até terminar o ensino médio, aliás, que tivemos uma formatura linda, tudo organizado pelos meus saudosos professores, claro, que nós estudantes formandos motivados pelos docentes, fizemos ao longo do ano, rifas, chás da tarde com a participação dos pais e comunidade, para arrecadar fundos para as várias despesas da formatura. Enfim, tivemos uma grande festa patrocinada pelo paraninfo, foi inesquecível!

Voltando na vida profissional, o motivo que saí do trabalho, foi minha mudança para a cidade de Curitiba.

Essa mudança para a capital paranaense é uma longa história…

Resumidamente, vou explicitar, na minha cidadezinha do interior, ainda cursando o ensino médio, trabalhava em uma loja de confecções. O imóvel onde estava localizada a loja era de uma senhora, que “ser” maravilhoso, uma pessoa amável e muito querida, fiz amizade com ela, depois foi  “nosso cupido”, e futura madrinha de meu casamento, pois, era vizinha e amiga da Vó e Tia de meu então futuro esposo, este que vinha de Curitiba em todas as suas férias. Fui apresentada ao meu futuro esposo por essa senhora D. Irene, assim começamos uma amizade, que em um ano e um mês, nos casamos. Na verdade, conhecíamos pouco um do outro, então, diante de muito amor e também muitos conflitos ou desencontros, tivemos que aprender a viver, ou resumidamente, para o casamento se “manter”, a compreensão e paciência, o tempo, e fomos superando as dificuldades. Sempre me lembro que somente a distância impediu para nossa separação, pois, era muito longe para voltar pra casa de minha Mãe. E estamos juntos a mais de 28 anos casados, com muitos momentos felizes e claro, alguns difíceis, mas com fé e amor conseguimos conduzir nossas vidas e ainda da forma mais intensa com nossos filhos lindos, Augusto e Larissa, que são presentes de Deus, bençãos em nosso viver.

Ao longo desses anos juntos, viajamos muito, amamos planejar e organizar desde uma viagem de fim de semana, até quase um mês, como foram as férias do ano passado; um passeio maravilhoso no interior do Rio Grande do Sul, incluindo a belíssima Serra Gaúcha e os lindos vinhedos, e por fim, alguns dias nas praias do maravilhoso litoral de Santa Catarina.

Viajar pelo nosso país tem muitas vantagens, pois, há tanto para se conhecer, paisagens lindíssimas que sempre nos surpreendem e nos emocionam; Acredito que ficaram mais evidentes as paisagens naturais como as sociais, e toda sua compreensão e entendimento depois que me tornei professora de Geografia, meu olhar ficou mais crítico para perceber os detalhes e entender o espaço geográfico onde estamos, o que é muito bom, apesar das mazelas sociais/ambientais que verificamos e geralmente não podemos fazer muito, além do individual, e claro, como professora, trabalho muito em minhas aulas para contribuir na formação de indivíduos que possam compreender o meio ambiente onde vivem e cuidar deste,  como também, que possam transformá-lo para um mundo melhor, do local para o global, como falamos em educação ambiental.

Parece distante, mas, não é! Acredito e tenho muita esperança e fé, que podemos construir um mundo melhor para todos, com menos injustiças sociais, mais respeito as diversidades de raça, cor, religião, gênero, etc.

Ainda sobre as viagens que marcaram, logo que me transferi para Curitiba, por motivos de trabalho, meu esposo foi pra São Paulo, na capital, nos instalamos próximos a Av. Paulista, coração de São Paulo, tudo que para uma jovem casada que veio do interior, era muito surpreendente, principalmente pela quantidade de pessoas e carros nas ruas e avenidas, e os prédios realmente assustadores. Foi uma viagem inesquecível e de muitos aprendizados.

Realizando sonhos desde quando morava no interior, ouvia falar nas praias lindas do Nordeste do Brasil, então, assim que tivemos oportunidade, graças ao crédito, que atualmente é possível a maioria das pessoas para que possam viajar.

Fizemos um planejamento financeiro e conseguimos, e foi possível fazer essa viagem ao nordeste, e realmente comprovar as lindas paisagens das praias que encantam a todos, e assim também conhecer a cultura e conviver de perto com as riquezas culturais; gastronomia, artesanatos, sotaques, entre outros, nos afirma o quão grande é nosso país e maravilhoso.

E assim, adotamos gosto em viajar, é robe da maioria dos professores de Geografia; quando conhecemos a Geografia do lugar, podemos observar na prática… É espetacular!

Deste modo, fomos desbravando o Paraná, conhecemos uma das maravilhas do mundo, Cataratas do Iguaçu, e depois, o Salto de São João, Prudentópolis, Vila Velha, entre outros. (outros lugares: Fortaleza CE – Praias deliciosas e lindas; Rio de Janeiro – Cidade maravilhosa, Caribe brasileira; Cabo Frio; Arraial do Cabo; Búzios; Serra Gaúcha – Região turística; Florianópolis – SC; Gramado – enfeitada para o Natal e cheirando a chocolate, iluminada, lindíssima; Caminho dos Vinhedos – Bento Gonçalves – simplesmente maravilhoso o lugar – As “parreiras” ou plantações de uva, maior região produtora de vinhos, sucos e espumantes do Brasil.

Não podemos deixar de exaltar a preciosa contribuição dos imigrantes italianos nessa região do Rio Grande do Sul, que como sabemos, com muito trabalho, dedicação e esforço, tornaram a região da Serra Gaúcha referência na fabricação de vinhos, reconhecida internacionalmente.

Sou apaixonada por conhecer lugares novos, sendo assim, amo viajar e quero continuar me “aventurando pelo mundo”, ainda bem que meu companheiro de vida Acyr também gosta de viajar. Quando viajamos; conhecemos, aprendemos, temos descanso, lazer e diversão, experimentamos e vivenciamos culturas diferentes, percebemos quão diverso é o mundo e como é necessário o respeito por todas culturas.

Capítulo 1.3 – Ser Professora

No ano de 2002, retomei meus estudos, depois de dez anos que havia terminado o ensino médio. Primeiro fiz a inscrição para o vestibular da UFPR, e depois, determinada, iniciei um cursinho preparatório para vestibulares, um de baixo custo, pois, com família, não podia despender muitos recursos. 

Foi muito importante para relembrar os conteúdos e até entrar no ritmo de estudante novamente, tinha professores dedicados e que realmente motivavam todos nós. Fiz inscrição também em universidades particulares, e foi assim que ingressei na Universidade em 2004, Licenciatura Plena em Geografia com ênfase em educação ambiental.

Que realização retomar os estudos, algo que sempre almejei, fazer uma faculdade, e de Geografia, disciplina que sempre me identifiquei e amava, certamente tinha notas boas no meu histórico escolar. 

Cercada de grandes professores, mestres e doutores, que ao longo da minha vida acadêmica, realmente foram mediadores de conhecimento e motivadores para a vida pessoal e profissional, com que sempre pude contar.

E além das aulas teóricas, muito importantes, tínhamos muito incentivo para pesquisas e aulas de campo, tais como aulas práticas em laboratórios com temas de geologia ou geoprocessamento. Todo esse conjunto e dedicação pessoal, contribui de forma significativa para meu trabalho em sala. Talvez sejam por esses motivos que amo fazer aulas de metodologias diversificadas com meus alunos; Aulas de campo, eles sempre me perguntam quando teremos novamente, e sempre que possível organizo “aulas de campo”.

No mesmo ano que foi minha conclusão de curso, minha formatura, comecei a ministrar em escola particular as aulas de Geografia para o ensino médio, mesmo com estágios durante a faculdade, que são de elevada importância para prática de ministrar aulas, no começo é difícil, como em qualquer profissão, até ter as praxes, leva mais tempo. 

Exemplos de aulas práticas que tivemos na faculdade; visitar um terreno para observar o perfil de solo, viagens ao norte do Paraná para conhecer o nosso estado com paradas para observar o relevo e toda a paisagem, enfim, relações com a sociedade, natureza, e suas transformações…

No ano seguinte, fiz inscrição na Secretaria Estadual de Educação e Desenvolvimento (SEED- PSS) contrato de professores, e como havia saído edital para concurso de professores, também fiz minha inscrição.

Só para constar, trabalhei em uma escola de ensino fundamental, que levava mais de uma hora e meia de ônibus para chegar, e nesse tempo, de percurso da escola até minha casa, fazia a leitura da apostila, que tinha então o conteúdo para a prova do concurso.

Após dois anos da aprovação no concurso público estadual, fui chamada para tomar posse do cargo, junto com outros colegas de profissão.

Nesse momento, também é escolhida a instituição de ensino que há vagas e que se pretende trabalhar. Sendo assim, um tempo antes, havia percorrido as escolas próximas da minha casa, para facilitar a escolha da instituição.

Quando fui conhecer uma escola próxima, mas nunca tinha ouvido falar, e observando, localizada no alto, e em seu entorno, muitas chácaras com remanescentes de araucárias, já percebi que lugar com pátio espaçoso para os alunos, e fiquei encantada, gostei muito, permanecendo até hoje trabalhando ou atuando como professora de Geografia do ensino médio e fundamental. 

Entretanto, somente após 7 anos atuando na escola, que era para o ensino fundamental, com uma reforma, onde construíram salas e banheiros novos, outro pavilhão, foi implantado o ensino médio na escola, que virou colégio. Claro que faltou alguns itens de infraestrutura, como por exemplo, laboratórios, e uma sonhada quadra coberta, entre outros.

Mesmo assim, iniciou-se as turmas de ensino médio, com dedicação da direção, orientação, professores e funcionários, sempre procurando o melhor ensino aos nossos queridos alunos.

Alunos estes, que em sua maioria, estavam na escola desde o sexto ano. Pra mim, particularmente, ver os alunos crescer literalmente, e observar o desenvolvimento e evolução, é gratificante, é um privilégio.

Escrever sobre ser professora, é algo que me emociona, e falo para meus alunos que é um dom, e querer ser mediador de conhecimento, dialogar com os alunos, essa troca de conhecimento e experiencias, as próprias vivências, com estudantes no dia a dia escolar, consiste numa relação muito complexa.

Em todo tempo, pretendo que os alunos realmente possam compreender os conteúdos de Geografia, e além, que a convivência em sala de aula possa contribuir para a formação dos alunos, para que estes possam ser pessoas e cidadãos de bem, ou que possam vivenciar seus direitos e deveres com dignidade e na sua plenitude.

E quando encontramos alunos, depois de alguns anos, moços muitas vezes com a aparência diferente, mas o mesmo olhar, e nos abraçam e contam o que estão fazendo de faculdade e ainda em uma federal, é uma alegria e um prazer que é muito difícil de descrever a emoção, saber que estão continuando os estudos e pelo curto diálogo, foram além, compreendendo a importância dos valores sociais para conviver em sociedade. Estes valores que sempre tenho reforçado em aula, nos momentos oportunos. Enfim, verificar que seu trabalho contribui para esses jovens, é maravilhoso, e “não tem preço”, como se fala no ditado popular.

Ser professora no dia a dia da escola é mais do que mediar o conhecimento, através dos conteúdos programados para as determinadas séries conforme a Lei de Diretrizes e Bases Nacionais e Estaduais, de acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), vai além, pois, as relações dos professores com os alunos, com os colegas, professores e funcionários, relações complexas, dotadas de subjetividades, envolvendo muitas emoções, as vezes de alegria, gratidão, carinho, amizades, solidariedade, esperança, e também, muitas vezes de tristeza, angústias e desânimo. 

Mas aqui, pretendo descrever mais as relações professores e alunos.

Lembrando com carinho e saudade de um determinado dia no início do ano letivo, acredito que na segunda semana de aula, em uma determinada turma do ensino médio, depois da explanação de conteúdo programado para a aula, e havia feito alguns registros no quadro para que os alunos escrevessem no caderno, para facilitar no momento de atividades e avaliações. Estava registrando as faltas e comparecimentos, e me deparo com alguns estudantes a minha volta, provavelmente os mais afetivos, quando, olhando para eles, perguntei o que queriam, e responderam “um abraço, professora!”, imediatamente o desejo deles foi atendido. Demonstrações de saudade, carinho e afeto, é muito gratificante e sempre me motiva para cada dia ser uma professora melhor.

Quando coincide de estar lecionando para uma turma desde o sexto ano, até o terceiro ano do ensino médio, e eles vão sair da escola, pois estão concluindo os seus estudos. 

Em 2018, primeira turma do colégio E.P.J.W a concluir o Ensino médio: Desde o início do ano letivo eu expressei aos estudos a minha emoção, meus sentimentos de alegria e gratidão, pela convivência por seis anos ou mais, eles fizeram parte da minha vida, houve trocas de experiências de vida, e claro, desenvolvimento nos estudos, percebo com clareza a evolução desses pré-adolescentes e adolescentes que entraram, e agora saindo do colégio já praticamente adultos, muitos já no mercado de trabalho, outros se tornaram pais e mães, mas o mais importante, que continuaram seus estudos e estão concluindo essa etapa.

Entretanto, nós, professores e alunos, estamos organizando uma grande festa de formatura. (OBS: Contribuições dos alunos – 3º ano – Ensino médio – 2018).

Este ano iniciou-se com muitos desafios, primeiro terceiro ano a concluir o ensino médio do colégio, então, me indicaram como professora orientadora para a comissão de formatura, recebi com alegria a indicação, no entanto, muito trabalho pela frente, ajudá-los a organizar rifas, mensalidade para a caixinha de formatura, começamos no início de abril, pois, em novembro, já devíamos ter uma quantia razoável para uma festa ou uma confraternização em um restaurante, incluindo o jantar e as despesas do evento.

É prazeroso quando percebemos a motivação e participação dos estudantes, dos professores, dos colegas, da família, da direção, e da orientação! Juntos, conseguimos! A Formatura foi linda, e com certeza inesquecível para os Estudantes e seus familiares também.

    Ser Professora, é ser antes de tudo “ser humano” e percebendo as dificuldades de muitos alunos, estamos sempre atentos na questão social, e gostaria de relatar um caso dentre tantos frequentes na escola pública, que os professores são solidários e ajudam conforme esse relato do aluno *(K. 9ºB – 2019), estava com o Pai doente Hanseníase e mãe falecida, três Irmãos menores passando fome, teve denúncia na escola também. Ao saber da situação, os Professores se mobilizaram e fizeram várias cestas básicas e entregaram, junto com roupas e calçados. E ainda continuamos com as entregas de sacolinhas e pacotinhos para aqueles que necessitam de ajuda. Gostaria de deixar essa frase aos Docentes do Brasil, “Toda gratidão aos PROFESSORES, por fazer além da sua função na maioria das vezes”.

    Com a profissão de professora, junto a dupla jornada de mãe e dona de casa, às vezes não conseguimos tirar o tempo para escrever este livro, que é um projeto antigo, veio de inspiração do ditado popular: “não podemos morrer sem plantar uma árvore, ter um filho, e escrever um livro”.

Entretanto, a inspiração maior vem do cotidiano na escola e o ser professora. Como já descrevi, é um dom de Deus, além de muita dedicação, comprometimento, responsabilidade, por fim, Amor envolvido, sim o Amor que é indissociável das relações entre as pessoas que convivem todos os dias… Ao mesmo tempo, um privilégio de poder contribuir na formação dos estudantes, também o convívio do dia a dia com esses jovens, nos traz esperanças de um mundo melhor.




Premiação Professor Diamante da SEED-PR-2025

 

   A premiação de Professora Diamente da Secretaria de Educação do Paraná no mês do dia do Professor foi uma experiência maravilhosa, o reconhecimento e valorização do nosso trabalho como docente, que muitas vezes passamos por desafios e dificuldades, mas persistimos pelo bem maior que é a formação de nossos Estudantes e a confiança em acreditar que a Educação transforma vidas.

   É importante ressaltar que foi uma pesquisa feita pela SEED/PR com os estudantes nas escolas onde o professor atua como docente, através de perguntas levando critérios como metodologias, vínculo/relação, assiduidade, entre outas, onde levou a quantificação para tal premiação. Enfim foi um momento especial com música, palavras de reconhecimento, presente e coquetel, sempre lembrarei com alegria e gratidão no coração desta premiação.

Capítulo 1.4 – Novos desafios – Cursinho do ENEM

-> Falar sobre o curso -> Projeto (14/06/2019)

Após dois anos desse cursinho para contribuir com a formação dos alunos com foco no ENEM 2018, acreditando que nossos estudantes poderiam alcançar uma vaga na universidade pública, ou por nota do ENEM, uma bolsa do Prouni nas universidades e faculdades privadas, e assim ocorreu.

Certa manhã do primeiro semestre de 2019, um ex-aluno do terceiro ano do ensino médio, e que participou dos dois anos do curso, veio pessoalmente agradecer pela dedicação dos professores e da escola em geral, pois, conseguiu uma vaga na faculdade particular Unicuritiba, uma das mais bem conceituadas faculdades de Direito de Curitiba (Alisson)! Então foi só alegria, satisfação de dever cumprido!

Quando uma professora fica feliz! Estou escrevendo este livro, e claro, continuo normalmente trabalhando na escola, em uma hora atividade na sala dos professores e entre muitos trabalhos, preparar aulas e correção de atividades e avaliações, fiquei emocionada, e muito feliz ao corrigir atividades de uma turma de ensino médio, onde, todas bem elaboradas e feita com dedicação, ficamos felizes e gratos quando percebemos nos alunos dedicação e responsabilidade com os estudos, verificamos que quando falamos e solicitamos destes, sempre explicitando os benefícios da valorização do estudo para a vida de cada um, muitas vezes pensamos que eles não estão nos escutando, mas, a verdade é que estão sim, e com o tempo, nós professores percebemos.

   E assim seguimos como Professores da Rede Estadual, sempre com Formação continuada, Cursos EAD e Presenciais para continuar se atualizando e buscando melhorar como profissional e consequentemente contribuindo para a formação dos Estudantes.

 

-> OBS: Acrescentar textos -> Candou Moreira, Marcelo, Ludke Oliveira;

-> Mestrado profissional – UFPR;

Capítulo 1.5 – Formaturas do Ensino Médio

Breve relato sobre Formaturas de Ensino Médio no Colégio público -> em especial teve início no ano de 2018.  

No ano de 2018, no Colégio Estadual, onde atuo como professora de Geografia a nove anos, aconteceu a primeira turma de formandos do ensino médio. Os estudantes que se formaram, foram meus alunos em sua maioria desde o sexto ano, portanto, meus alunos por sete anos. E foi com imensa alegria que recebi o convite de professora orientadora dos formandos, e professora homenageada da turma.

Foram muitos obstáculos e desafios para superar, pois, na nossa escola, temos muitos alunos com famílias em dificuldades financeiras, e ainda contando com a crise econômica que abalava nosso país nesse ano, e claro, toda formatura depende de recursos financeiros. Então, no início do ano já começamos organizando a comissão dos estudantes formandos e iniciamos trabalhamos para arrecadar recursos. Como de praxe, fizemos rifas, cestas de chocolates, café da manhã e de produtos que a APMF da escola contribuiu, ainda organizamos um café colonial na escola, entre outras atividades, como já mencionei acima.

É importante ressaltar que houve envolvimento dos estudantes, professores, funcionários, equipe pedagógica e direção, todos trabalhando para fazer uma festa de formatura linda para os estudantes e familiares.

Devido alguns alunos com falta de recursos financeiros, estavam preocupados com a roupa, calçados, e o salão também. Então, conversando com os professores da turma, e estes falaram com seus amigos que se dispuseram a vir arrumar os meninos e meninas, profissionais da área da beleza, e ainda conseguimos doações de vestidos de festa, sapatos e sandálias. Resumindo, ficamos felizes, pois, existem muitas pessoas boas e generosas, bondosas, que se preocuparam também com os nossos alunos, e quiseram ajudar, e foi gratificante e maravilhoso, pois, foi uma formatura linda, inesquecível para nossos estudantes. E o mais importante, os formandos todos estavam muito felizes e gratos por tudo, igualmente eu, a professora, que desejamos que tudo deveria dar certo, e aconteceu, inclusive, ficamos impressionados como os familiares participaram, demonstrando a importância da educação e da escola na vida das pessoas, essa demonstração de valorização da escola nos incentiva como professores, a seguir nosso trabalho, que não é fácil, mas que vale a pena, pois, estamos contribuindo na formação dos alunos, que levaram marcas da escola por toda a sua vida em sociedade. Nós professores, queremos e pensamos em passar o nosso melhor para cada um, além do conteúdo, possamos contribuir para formar cidadãos de bem.

Ainda sobre a formatura do ensino médio, quero registrar que, quando foi a minha formatura, na pacata cidadezinha do interior de Rio Grande do Sul, em 1993, estava linda minha colação de grau, e inesquecível também, tenho amizades desde a época do ensino médio (Neiva, Denise , Maria Clara…). Tinha poucos recursos financeiros, pois, iniciava minha carreira profissional, então, uma colega de trabalho, Terezinha Brum, me emprestou a roupa para eu participar da formatura, tive o prazer de reencontrá-la no final do ano de 2018, e contar o bem que ela me havia feito, e que eu estava fazendo o mesmo para meus alunos, pois, também emprestei roupas para as formandas. Lembrei nesse momento da Corrente do Bem, um filme antigo, mas, atual, que fala da bondade humana. Como meu pai Darci Farias dizia sempre “Fazer o bem, sem olhar a quem”.

Quando nos damos conta, toda generosidade que dedicamos aos outros, retorna para nós ainda maior. Muita gratidão por tudo que aprendemos neste ano de 2018, principalmente com os alunos e professores do colégio, que com toda certeza, ficarão para sempre em nossos corações.  

-> Lista/fotos formandos;

Em 2019, novamente continuei sendo a professora orientadora dos formandos de terceiro ano. Os desafios e as dificuldades foram parecidos com o ano anterior, no entanto, já havíamos adquirido boa experiência, e conseguimos lidar com as situações difíceis com maior tranquilidade. Muito trabalho, organização e planejamento para levantar recursos para o grande dia! Entre esses, café colonial, rifas, idas a brechós, venda de brigadeiros, além da valiosa contribuição dos professores e funcionários para compra de convites aos formandos que não tinham condições financeiras, e na aquisição de roupas e calçados aos que precisavam. Uma corrente do bem inexplicável de maravilhosa e linda, que a única palavra que me passa na mente por tudo isso é “gratidão” pela equipe maravilhosa.  E assim, continuamos todos os anos no Colégio contribuindo na organização da Formatura dos Terceiros anos, pela Formatura Solidária…

Lista/fotos 2019/2021/2022/2023/2024 formandos Ensino Médio(facebook)

Capítulo 1.6 – A GEOGRAFIA

    O estudo da Geografia desde início de minha  vida acadêmica, lá no interior do Rio Grande do Sul, na Escola Municipal Rincão Maciel, área rural de Giruá, noroeste Gaúcho, era motivo de  deslumbramento e encantamento, conhecer os elementos da natureza e aspectos culturais e suas relações é maravilhoso, pois assim compreendemos o lugar que vivemos,  e conforme o professor e grande mestre MÍLTON Santos ”O centro do mundo está em todo lugar. O mundo é o que se vê de onde se está”.  Saber e conhecer como outros grupos de seres humanos vivem, se organizam, se desenvolvem e se relacionam com a natureza, sempre me instigou a curiosidade e motivação para tal escolha, estudar Geografia, hoje área do conhecimento das Ciências Humanas e Sociais, conforme a BNCC(Base Nacional Comum Curricular/2017).

   Conhecer e entender como agem os seres humanos com os quais não temos contato direto, mas que habitam o mesmo planeta que nós, pode ser a grande razão pela qual devemos estudar e aprender a Geografia. O estudo da Geografia permite conhecer outras realidades e aprender com elas, e assim podem se tornar instrumento para os desenvolvimentos: econômico, social e cultural. Sempre nas aulas expositivas através do diálogo com meus Estudantes falo que estudar Geografia nos permite viajar nos diversos lugares, regiões e países do mundo, e compreender as relações que se estabelecem entre eles e de que modo essas regiões e países poderão influenciar positiva ou negativamente em nossas vidas aqui no Brasil. Por essa razão sou adepta da frase “o mundo é o escritório do geógrafo”. Amo viajar e sempre que tenho oportunidade vou conhecer lugares novos e assim contribuir para enriquecer meu trabalho como Professora de Geografia na Escola.

Conceito de Geografia: resumidamente podemos dizer que o objeto de estudo da Geografia é a o espaço geográfico, ou seja, a ciência geográfica estuda os elementos naturais e aspectos culturais, o desenvolvimento e suas relações. 

    Conforme o Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações – Geografia, que é baseado na BNCC, o espaço geográfico é objeto de estudo da Geografia. Tal perspectiva relaciona-se à análise de Milton Santos, no entendimento de que:

                                              O espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por objetos técnicos, mecanizados e, depois, cibernéticos, fazendo com que a natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina (SANTOS, 1996, p. 51).

   O componente curricular Geografia engloba cinco unidades temáticas comuns para o Ensino Fundamental dos conhecimentos geográficos são: O sujeito e seu lugar no mundo; Conexões e escalas; Mundo do trabalho; Formas de representação e pensamento espacial; Natureza, ambientes e qualidade de vida. 

    Ao realizar discussões acerca dos conceitos geográficos trabalhados pelos docentes em sala de aula, Kaercker (2004) afirma a importância dos mesmos para a realização da leitura do mundo obtida a partir da contribuição e do olhar específico da Geografia: 

                                                   Com conceitos e conteúdos discutidos de forma plural, e, relacionados com a vida do aluno, o ensino de Geografia poderia ser mais útil para darmos sentido às coisas que vemos e ouvimos no mundo extra-escolar. Para pensarmos nossa existência, a partir também, da contribuição da Geografia (KAERCHER, 2004, p. 303).

    Os conceitos como lugar e espaço geográfico auxiliam na compreensão dos movimentos da sociedade em distintas escalas espaço-temporais. Outro conceito refere-se ao de paisagem, que trabalha a relação dialética entre sociedade natureza. Por sua vez, os conceitos de território e região articulam as dimensões política, econômica e simbólico-cultural, bem como a projeção espacial das relações entre sociedade e natureza. As definições de escala geográfica e cartográfica, auxiliam na compreensão dos fenômenos geográficos. Outro conceito fundamental é o de rede geográfica, que contribui para a compreensão da organização e da dinâmica territorial no Brasil (PIRES; ALVES, 2013, p. 236). Reforçamos que o estudo da Geografia é relacionado à construção de uma educação humana e integral, auxiliando os estudantes na definição de seus caminhos em busca de uma sociedade mais igualitária, justa e solidária, a partir da possibilidade de realizar (re) leituras de mundo, compreendendo seus espaços e as contradições socioespaciais, especialmente, entendendo sua importância enquanto sujeitos na construção dos arranjos espaciais e no desenvolvimento de uma práxis espacial. (Referencial  Curricular do PR – Geografia/2018).

    Frase de Mílton Santos ” O geógrafo é antes de tudo, um filósofo, e os filósofos são otimistas, porque diante deles está a infinidade.”

   Observamos na prática docente na Escola, que há grande envolvimento entre os professores e alunos e toda comunidade escolar. Todo trabalho no Colégio de forma articulado com a organização pautada nos documentos citados acima, responsabilidade e dedicação dos docentes tem o objetivo de contribuir para aprendizagem efetiva dos estudantes, levando em consideração a motivação destes e a participação nas aulas das diferentes disciplinas, e assim contribuindo na formação cidadã destes que contribuíram na sociedade.

Capítulo 1.7 – Aulas de campo

As aulas práticas de Geografia são muito esperadas pelos estudantes, eles amam! Acredito que é muito importante e contribui para a aprendizagem e desenvolvimento do conhecimento.

Desde o ensino fundamental da Escola rural Rincão Maciel, meus professores queridos, Aleixo e Sônia, nos levavam para aulas de campo. Lembro-me de ir com meus colegas, e alguns pais dos estudantes, visitar e conhecer, pois, eu não conhecia as Ruínas de São Miguel/RS, depois fizemos um piquenique com todos, foi maravilhoso e inúmeras outras vezes que tive a oportunidade de aulas práticas e de campo ao longo da minha vida acadêmica, que me motivaram a fazer sempre aulas práticas com meus alunos, são de relevada importância e traz significado aos conteúdos trabalhados em sala de aula…

Partimos de um projeto, sempre relacionando o conteúdo da disciplina com a aula prática, e posteriormente a aula de campo, com o objetivo de tornar as aulas de Geografia mais atraentes e significativa para a vida dos estudantes, e através das aulas de campo, presenciar “in loco” as teorias trabalhadas e debatidas em sala de aula, para construção do conhecimento geográfico e aprendizagem eficaz.

Posteriormente, entramos em contato com as secretarias/contatos do lugar que pretendemos fazer a aula de campo e marcamos a data, também contratamos ônibus, avisamos a escola (pedagogas), e por fim, avisados os pais, e solicitado autorização e valor para pagamento do ônibus. Algumas vezes conseguimos ônibus gratuito com determinados assessores de deputados estaduais (Paraná) ou vereadores de Curitiba, pois muitas vezes não nos disponibilizam porque são muitas escolas solicitando e existe uma cota mensal.

Alguns lugares que fizemos aulas de campo:

– Feiras de profissões – UTP, UFPR, Positivo (2017);

– Museu do Holocausto – Curitiba – PR (2018);

– Museu Oscar Niemayer – Curitiba – PR (2017, 2024);

– Gruta da Bacaetava (2019);

– Parque da Ciência – Pinhais – PR (2016,2019,2023);

– Mineropar – Curitiba – PR (2017);

– Museu Egípcio – Curitiba – PR (2019);

– Biblioteca Pública – Curitiba – PR (2018);

– Shoppings/Cinema (2018);

– Departamento de solos – UFPR – Curitiba – PR (2018,2023, 2024).

– Parque Bacacheri – Curitiba/PR (2022)

-UTFPR(Universidade Tecnológica do Paraná(2023, 2024)

– Parque Barigui – Feira de Profissões/UFPR(2025)

– Parque Barigui – Feira de Profissões/UFPR(2026)

-Museu das Ciências Naturais da UFPR(2026)

– Departamento de Solos da UFPR(2026)

 

-> Lugares/fotos/alunos(facebook)

 

É gratificante e emocionante ver os olhos brilhantes e o sorriso largo nos rostos dos alunos, eles felizes pois, geralmente é a primeira vez que estão conhecendo o lugar, e percebemos o interesse destes para aprender e se surpreendem com essas aulas, contribuindo para desenvolver o conhecimento geográfico desses estudantes. 

É importante ressaltar que as relações aluno/aluno e aluno/professores melhoram e contribui posteriormente no dia a dia em sala de aula.

Verificamos a melhora dessas relações, ou seja, essas aulas são excelentes para a socialização entre alunos e professores, onde firma uma relação de confiança e respeito mútuo entre todos, contribuindo para uma escola que tenha os valores sociais estabelecidos e garantidos efetivamente para a boa convivência e respeito com todos. Inclusive muitos alunos também percebem o que foi citado acima e compartilham com nós professores, nos deixam felizes e mostra que devemos continuar com esperança, pois, estamos no caminho certo.

Capítulo 1.8 - Depoimento de uma Professora em “tempos de Pandemia Covid19”

   Sou professora da rede estadual mais de treze anos atuando com turmas do ensino fundamental e médio. Desde o início da Pandemia – Covid19 estou preocupada, como a maioria da população brasileira, pois, sabemos da precária infraestrutura do sistema de “saúde pública”, em nosso país. 

   Em relação ao ensino aprendizagem desde o início das aulas EAD até o momento, passamos por muitos desafios e adaptações difíceis, tanto para nós Professores como para os Estudantes, por inúmeros motivos; não conhecia o Google Classroom e não sabia utilizar, e o sistema foi implantado em um período “recorde”, antes de nos oferecerem cursos, somente depois tivemos algumas lives, resumindo, tivemos que ser autodidatas e aprender. E ainda, as solicitações por parte da Escola são muitas; elaborações de atividades quinzenais, relatórios quinzenais sobre as atividades que estávamos fazendo para se resguardar de faltas nos dois primeiros meses, reuniões virtuais, participar de lives, muitas com problemas de transmissão, atendimento aos alunos no Classroom, e outras mídias, Facebook, etc., correções de atividades, postagens no Mural, preenchimento de RCO e outros formulários.  Estou sim com sobrecarga de trabalho, somado aos afazeres domésticos que aumentaram devido a quarentena e todos estar em casa, tenho uma filha que está no ensino fundamental, e necessita de acompanhamento com aulas também pela internet      

   Já os nossos Alunos, que tem acesso as aulas pela internet, também tiveram diversos desafios, e ainda tem para entender e saber utilizar os APP, sem falar na enorme quantidade de atividades que a SEED posta e assustou muitos, e a situação dos alunos que não tem acesso é mais complicada, mesmo sendo disponibilizado atividades físicas na Escola, pois, se expõem e correm riscos saindo de suas casas para buscar as tarefas. Penso que para maioria dos estudantes as aulas não presenciais contribuem para que estes não fiquem com o tempo ocioso e de certa forma aqueles alunos que tem muita facilidade possam alcançar o mínimo de compreensão dos conteúdos.

   Quanto as expectativas sobre o decorrer do ano letivo, espero em primeiro lugar que estejamos todos bem de saúde, e que os alunos e toda sociedade possam perceber a importância da Escola e seus Profissionais para maior valorização dos trabalhadores da Educação. Com certeza na volta das aulas presenciais os conteúdos deverão ser retomados e vamos trabalhar para minimizar a defasagem que a EAD apresenta aos estudantes.

Capítulo 1.9– Geografando algumas Viagens de uma Professora

   Lembranças de algumas viagens em Família, mas falo para meus alunos sempre, levo eles comigo no meu coração, sempre buscando aprender e assim compartilhar com os estudantes as diferentes culturas e paisagens dos diversos lugares que visito…e que alegria poder compartilhar um pouquinho dessas vivências com meus estudantes queridos, e deste modo incentivá-los ou motivá-lo, que também pode ir aonde quiserem, com Estudo, determinação, disciplina,  dedicação, esforço e persistência alcançamos nossos objetivos…

   Percebemos o quanto viajar muda nossa maneira de ser, viver e enxergar, nos tornamos mais tolerantes as diferenças, penso, ser  ideal que todos pudessem ter estas experiências, perceber o quão “pequenos” somos, vivendo o mesmo dia todos os dias num só lugar, e são maravilhosas as oportunidades de poder conhecer outros lugares…mesmo  sendo poucos dias, e sendo insuficiente para vivenciar tanto que as cidades tem para oferecer, já é o suficiente para despertar nossa memória e relembrar nossos porquês e mais, compreender melhor o mundo que vivemos…Sigo um canal no Youtube ”Loucos por viagem” me identifiquei também, sou pé na estrada, quando tenho oportunidade de viajar estou de malas prontas…

   A realização do sonho – Viagem para Paris em 2018 – cidade Luz, romântica, foi uma viagem onde realizei um sonho antigo, maravilhosa, encantadora e simplesmente inesquecível…Sempre pensando também na escola e nos alunos; e as outras viagens buscando além do lazer, conhecimento sobre outras culturas vivenciando e aprendendo, todos esses momentos enriquecem nossa mediação do conhecimento na prática docente… 

– São Paulo ( São Paulo – 1994, 2004)

-Paraná (Ilha do Mel – 1994 e muitas outra vezes neste paraíso natural do PR)

– Rio Grande do Norte (Natal – Praias maravilhosas, primeira viagem de avião, e no Nordeste Brasileiro-2003)

– Brasília (Distrito Federal – 2006)

– Santa Catarina (Florianópolis, Camboriú – 2007, 2012)

– Ceará (Fortaleza e praias da região – 2010)

– Santa Catarina (Itapoá – 2014 e sempre que posso estamos nesta praia maravilhosa)

– Paraná (Foz do Iguaçu – 2008 – 2021 – obs: no ano de  1990 quando tinha 14 anos estive nessa maravilha da natureza também…)

– Paraná ( Rio Branco do Sul Gruta da Lancinha – 2009)

-Paraná (Gruta do Bacaetava – Colombo – 2009 e muitas vezes com alunos em aula de campo)

– Paraná (Parque Vila Velha – Ponta Grossa – 2000 e muitas outra vezes)

– Argentina – Buenos Aires – 2014 e 2025(lindíssima Buenos Aires)

              – Europa-2018(Inglaterra-Londres, França-Paris, Bélgica-Bruxelas, Itália- Florença, Pisa, Roma, Nápoles e Capri) Gravei um vídeo para meus estudantes no Observatório do Meridiano de Greenwich em Londres. Primeira viagem que “atravessei” o Oceano  Atlântico, simplesmente vai estar no meu coração e as lembranças por toda a vida…

– Alagoas (Maceió e Maragogi – 2021)

-Rio Grande do Sul (Ametista –  Passeio na Mina de Ametista e cidade-2021)

-Paraná (Paranaguá – Aquário marinho e centro histórico – 2022)

– Paraná (Tibagi – Canion Guartelá – 2022)

– Canal do Panamá e EUA(visitando o Canal do Panamá e a Disney -2022)

– Minas Gerais (BH, Ouro Preto e Mariana- Gruta da Lapinha- 2022)

– Áustria – Viena, Hungria – Budapeste, Alemanha-Munique, Fussen,  Rotemburg of de Tauber, Frankfurt(2023), Viagem maravilhosa, encantadora e inesquecível, gravei um vídeo em Munique para meus Estudantes.

– Paraty – RJ (Cidade histórica, patrimônio da Unesco, linda e encantadora as casinhas “estilo coloniais” as ruas com o calçamento “pé de moleque”, super linda. Próximo fomos nas Praias de Trindade, águas transparentes e natureza exuberante, areia branquinha e as montanhas que “terminam” dentro do mar, parece uma paisagem de desenhos, inclusive que fazemos na Escola, para representar o relevo.

-Argentina-Buenos Aires e atravessamos de barco o Rio da Prata até Santana do Sacramente e viajando até Montevidéu capital do Uruguai, cidades lindas, históricas e encantadoras(2025).

– Espírito Santo (Vitória e Vila Velha), cidades surpreendentes com praias lindas e riqueza histórica(2025).

– Maranhão (São Luis e Santo Amaro) os Lençóis Maranhenses, natureza espetacular, o pôr do Sol mais lindo que já vi, simplesmente maravilhoso,(2025).

– Bahia(Salvador), praias lindas e diversidade cultural e muita história,(2026).

– Natal(Rio Grande do Norte), praias lindas com piscinas naturais e lagoas maravilhosas, lugar ensolarado de temperatura agradável, pois tem muito vento,(2026).

Entretanto, quando relato de minhas aventuras, ou viagens para os diversos lugares, e mostro vídeos ou fotos, numa aula de “diário de bordo”, aproveitando é claro os conceitos geográficos para serem trabalhados em sala de aula, sempre falo sobre nossos sonhos, e desejo motivá-los a ter esperanças e que todo sonho pode ser realizado, pois, com Estudo, determinação e planejamento pode ir onde quiser.  Percebo o encantamento e o brilho nos olhos dos meus alunos. Afirmando sobre a capacidade que temos de sim, podem realizar sonhos, e tive vários alunos depois que saíram do Colégio, me relataram em mensagens que eram agradecidos por eu ter falado que ele(a) poderia sim realizar seus sonhos e assim havia acontecido, me emociono e fico muito feliz quando sei que meus alunos estão bem, principalmente se formando num curso e são pessoas de bem, contribuindo na sociedade…

-> Vídeos e fotos para apresentar as paisagens;

Capítulo 2 – MEMORIAL - Professora Fátima Marineli Farias Frainer

Introdução

   O presente memorial tem por objetivo descrever minha formação acadêmica, bem como analisar as principais atividades de ensino e pesquisa na atuação profissional. Trazer a consciência, a história e os sentidos do percurso acadêmico para melhor compreensão da motivação pela profissão professora  de Geografia e Especialista em Educação Ambiental. 

   O ensino fundamental I (década de 80), cursei em uma Escola Rural – Rincão Maciel, localizada no município de Giruá no interior do Rio Grande do Sul, sou filha de agricultores e desde muito cedo aprendi o amor e respeito a “terra”, a natureza que nos agracia com os recursos, e deste modo o sustento para viver.

    Através das práticas pedagógicas dos professores Sônia e Aleixo, grandes “Mestres”, esse conjunto de vivências foi a princípio, a motivação e o despertar do interesse pela docência e as questões ambientais, esse sentimento só aumentou com a trajetória e desenvolvimento acadêmico.

    Tenho graduação em Geografia, com ênfase em Educação Ambiental pela Universidade Tuiuti do Paraná, (2006). O tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), “A concepção do aluno sobre o ensino da Geografia”, com a orientação da Professora Kátia Pazzinato, momento que recebi o Prêmio “Sidnei Lima Santos”, por se destacar durante todos os anos de vida acadêmica como melhor aluna do curso de Geografia – Licenciatura Plena.

          Nessa fase, tive muitas experiências com Professores (as) que foram essenciais e deram maiores significados a minha formação acadêmica, através de pesquisas e aulas de campo onde vivenciamos atividades de sensibilização, disseminação e valorização da Educação Ambiental com a comunidade.

    Fiz a especialização no Curso de Educação Meio Ambiente e Desenvolvimento (MADE), Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento na Universidade Federal do Paraná, (2011), com o tema da pesquisa (TCC), “A Educação Ambiental na Escola Estadual Padre João Wislinski – Curitiba/PR”, sob a orientação da professora Drª  Maria do Rosário Knechtel, outra grande “Mestre”, e inclusive me incentivou a fazer mestrado em Educação, e outros Professores(as) que cooperaram para o meu desenvolvimento pessoal.

    Ademais, a pesquisa contribuiu para valorizar a Educação Ambiental, e sensibilizar a prática pedagógica dos professores e equipe gestora das escolas em que atuei e continuo atuando, (em especial o Colégio Estadual Padre João Wislinski-Curitiba/PR).

   Tenho curso de Francês básico, ofertado pelo Colégio Estadual do Paraná (Celem-2016). Também, no ano de 2019 concluí a pós-graduação em História e Geografia na Faculdade São Braz. Acredito que na atuação profissional de docente é de suma importância a atualização, o aperfeiçoamento contínuo para acrescentar e melhorar a qualidade da educação e assim, colaborar na formação dos estudantes.

   Atuo como professora de Geografia no ensino Fundamental, Médio e Ensino de Jovens e Adultos (EJA) desde 2007. Nessa trajetória da carreira de docência, tenho percebido a relevância das boas práticas pedagógicas de ensino para reavivar o interesse dos alunos e motivá-los no processo ensino-aprendizagem.

Experiências acadêmicas e profissionais:

Quanto as experiências profissionais na docência, atuo como professora de Geografia no Colégio Estadual Padre João Wislinski, em Curitiba/PR, leciono para turmas do ensino médio e fundamental, desde 2009, ano que assumi o concurso público. continuo trabalhando a Educação Ambiental, relacionando com os conteúdos da geografia com estudantes e toda comunidade escolar. 

   Destaco a minha participação nos seguintes projetos, Aulas de Campo e Semanas Culturais: Reciclagem e Consumo Consciente (2011); A Educação Ambiental através da Horta Escolar (2012 até 2019);  Projeto “Educar, Informar e Prevenir”, relacionado a prevenção do uso indevido de drogas (2013); Projeto da Secretaria do Estado do Paraná Formação de Equipes Multidisciplinares; “A beleza, a riqueza e a resistência dos povos Africanos” ( SEED/2017);  Semana Cultural – com o título “Constatar e Intervir”, esse foi um estudo no entorno escolar sobre os problemas ambientais e sociais, através de Aula de campo (2018).

Aula de Campo na Gruta do Bacaetava e Parque da Uva” em Colombo (2019), com o objetivo de sensibilizar os estudantes com o sentimento de pertencimento ao lugar onde vivem, de bem estar, e encantamento junto a natureza e outras questões relacionadas ao meio ambiente. Entre outras participações e colaborações em estudos e pesquisas com colegas professores.           

   Haja vista, que, longe de ter o ponto de chegada, mas, experiências que são fundamento para novos desafios e possibilidades na formação acadêmica.

   Acredito que somente através da Educação podemos ter mudanças de hábitos, comportamentos, e respeito à multiplicidade de perspectivas existentes. Através das práticas pedagógicas no cotidiano da Escola, considero possível sensibilizar, incentivar, disseminar e valorizar a educação que vinculada à dimensão ambiental é o pilar fundamental para formação dos(as) alunos(as) e consequentemente da sociedade.

Considerações Finais:

 Sou uma professora que acredito na educação pública e no potencial de “transformação de vida”, para as pessoas.    E ter oportunidades  de fazer  cursos e continuar os estudos é muito importante, para aprofundar e enriquecer meus conhecimentos e minha prática pedagógica, e assim contribuir ainda mais com colegas, professores e na formação dos estudantes e consequentemente para toda sociedade. 

   Na minha trajetória acadêmica, “filha” de escola pública, sei a importância da Educação para vida das pessoas, penso que somente através da educação de qualidade, a Escola cumpre sua função social e nesse sentido a Educação é fundamental e contribui para avançar e caminhar para uma sociedade mais justa e igualitária.

    Contudo, em tempos de Pandemia (Covid19), está evidente o repensar, reinventar e  reaprender a viver, revendo valores essenciais para a sobrevivência da sociedade com o cuidado com o Meio Ambiente e a empatia pelo “outro”, a certeza da necessidade de continuar as investigações e estudos na área da Educação que abrange todos esses temas, primordiais para a sobrevivência da vida humana.(registro de 08/2021 – Curitiba-PR).